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Brasília, DF, Brazil
Jovem Servidor. Católico Apostólico Romano. Olhos voltados para a Terra Prometida.
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quarta-feira, 4 de março de 2009

Os sabores do mundo...

Às vezes eu tenho a impressão de que isso aqui é quase um diário... e se meu professor de Direito Tributário o lesse... ia rir da minha cara horrores.

Verdadeiramente eu me experimente inacabado e assumo que as vezes não me vejo como completar esta parte que me falta.

Hoje recebi uma carta dos Dehonianos do Sagrado Coração de Jesus, comunidade do Padre Fábio de Melo. Será que posso considerar isso como sendo mais uma das chamadas de Deus em minha vida ? Será que este o passo que me transformará em alguém um pouco mais acabadinho ?

Dom Terra quer me ver... será que isso é mais um dos muitos chamados ?

A saudade do papai e o medo da vida tem me proporcionado experimentar as experiências com um gosto muito diferente do modo como qual outrora experimentava. Às vezes o gosto me parece amargo como jiló (apesar de eu nunca ter comido)... às vezes doce como o mais perfeito doce de leite de Alpinópolis.

É isso aí... tenho experimentado o gosto do mundo e não tenho me agradado muito. É tudo muito supérfluo, insípido e incolor.

Queria eu ter o dom de ver as cores da vida novamente e sentir os sabores que ultimamente não tenho mais experimentado. Queria muito.

Na verdade, tenho mesmo é me perdido em mim mesmo... em minhas dores, em meus pensamentos e eu não sei se eu sou um bom lugar para me perder.

...

Domingo passado falei a primeira vez do amor de Deus para as pessoas... e para variar, não consegui um feedback. Mas uma coisa para minha coleção de incertezas!

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Tenho me perdido neste mundo... e não sei mais quem é o dono disso tudo aê!

 

Saudades pai... saudades que vêm a hora de serem mortas!

sábado, 13 de dezembro de 2008

S A U D A D E...

“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...”


...

E o que me me conforta e me faz suportar esse dor tão doida, é a certeza de que muito em breve nos encontraremos e eu poderei olhar em teus olhos e dizer... MEU PAI EU SENTI TANTA SAUDADE...

A M O  M U I T O