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Jovem Servidor. Católico Apostólico Romano. Olhos voltados para a Terra Prometida.
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domingo, 20 de julho de 2008

A culpa é sempre do próximo

A culpa é sempre do próximo



Por: Alex Pereira de Oliveira
Delegado da Polícia Federal





O próximo, quem é este? Seriam aqueles acolhidos pelo narcotráfico por serem desamparados pelo Estado, aqueles que apenas sobrevivem, sem perspectivas, esquecidos em algum barraco de favela ou debaixo de alguma ponte ou “batendo” alguma carteira por aí? Ou seriam aqueles da classe média, que financiam a máquina do tráfico, fazem disparar o número de vítimas no trânsito e não demonstram o mínimo de sensibilidade social? Ou ainda aqueles políticos corruptos, que só fazem engordar suas contas bancárias, desviando verba e lavando dinheiro, enquanto a problemática da violência cresce em progressão geométrica e os braços destes “homens do povo” permanecem cruzados, assistindo de camarote o fracasso das políticas públicas, assim como a humilhante vitória da violência sobre a paz? O que esperar dessas pessoas a não ser que elas se afundem nas águas profundas da criminalidade, uma vez que o Estado não lhes dá outra alternativa? Enquanto não houver mudança cultural, o que esperar dos insensíveis, senão que continuem a ser os principais patrocinadores da violência? O que esperar dos nossos nobres ladrões engravatados, despreocupados com a violência, isto porque nos seus condomínios a segurança é 24 horas, os seus carros são blindados e seus filhos andam escoltados. O que esperar dessas pessoas na eficaz luta contra a violência? Nada! Em face de tudo isso, será que continuaremos a culpar somente o próximo pelo caos em que vivemos? Se de um lado o Estado é omisso no cumprimento de suas funções institucionais, por outro lado cada cidadão tem sua parcela de responsabilidade . Seja porque se escolhe mal os representantes, seja em virtude da total indiferença com a qual lidamos com o assunto. Depois se reclama da violência, dos índices crescentes de criminalidade, do filho de Fulano que foi morto cruelmente por bandidos, que o filho do papai influente permaneceu impune quando queimou o índio, reclama-se do extremo despreparo das nossas polícias. Enfim, o sentimento de indignação e revolta emerge do seio social, entretanto não deveria ser de tal forma, haja vista que o fenômeno da violência encontra sua nascente na própria sociedade, assim como na omissão dos “homens do povo”.O fracasso Estatal na prevenção e repressão à violência é inquestionável. Políticas públicas que maqueiam a problemática não solucionará a questão. O que é necessário são ações efetivas, que vão desde a implementação de um ensino público de qualidade, assim como proporcionar o acesso à cultura, ao lazer, à saúde, ao emprego, até ao combate mais eficaz ao narcotráfico, ao comércio ilegal de armas, melhor preparação e aparelhamento mais adequado das polícias, bem como uma resposta da Justiça razoável e proporcional aos responsáveis pela violência, ou seja, que a penalização seja adequada e suficiente para prevenção e reprovação dos crimes, e não que ocorra como tem tornado praxe nos nossos tribunais: a política da pena mínima, tornando incoerente e ineficaz o tratamento da justiça no combate à violência.Por fim, resta a conscientização da sociedade de que a violência não é um problema de um ou de outro, todavia de todo corpo social. Cada cidadão tem sua parcela de culpa. O “próximo” também somos nós, e é em virtude dessa responsabilidade que todos os indivíduos têm de prestar sua contribuição no combate à violência, seja por meio da escolha correta dos nossos representantes, seja pela cobrança efetiva daqueles que exercem as funções do Estado, que dizer, Legislativo, Executivo e Judiciário, pois é dessa forma que poderemos esperar algo de bom do “próximo”, digo, de toda sociedade, e, como conseqüência, a violência restará, ao menos, amenizada e gradativamente poder-se-á viver com mais qualidade e paz.


Por:
Alex Pereira de Oliveira

SÓ DÊ OUVIDOS A QUEM TE AMA...



Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer. Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.Quero viver para fazer esquecer...Queira também.Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto.Não desista também.Há mais beleza em construir que destruir.Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo. Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas. O que te salva não é o que os outros andam achando... mas é o que Deus sabe a teu respeito.

sábado, 31 de maio de 2008

A caminhada...


Pois é, trata-se mais de uma mensagem vindoura daquele sentimento que "sentimos", permitam-me infortuna redundância, quando estamos no limiar entre a esfera de cogitação, etapa de preparação e execução de atos de um planejamento, que no caso particular deste "quase" magistrado, arrasta-se por quatro anos... a caminhar rumo ao quinto ano.

E com a graça de Deus, não cessará neste período, vez que, com as pretéritas reformas, tenho ainda um longo período de três anos de atividade jurídica a percorrer !!!


Enfim...


Dou por iniciada a etapa decisiva desta caminhada... etapa esta, que possui por termo, minha posse na Egréfia Justiça do Distrito Federal e dos Terrítios.


Aos amigos, peço vênia para sempre que necessitar, contar seus ombros....

À família... miha eterna gratidão pela SEMPRE e presente força...


E à Deus... Força que impulsiona e mantêm acesa a chama da esperança e da certeza da vitória num futuro MUITO próximo.


Obrigado a todos...


Dou início, de forma oficial (hehehe), a mais uma das etapa vindouras...
Contem comigo !!!!